
Por: Robertha Paula
Tenho um pouco de receio dessas datas especiais demais.
Pois, como no Natal (data em que a humanidade se volta para a solidariedade), hoje eu sinto um pouco de cheiro: dia em que todos nos homenageiam, como se pudessem nos desvalorizar o ano inteiro.
E, em datas como o Dia da Mulher, podemos ter a sublime vaidade de nos sentirmos as pétalas da sociedade. É um pouco estranho. Todavia… façam deste, o dia mais maravilhoso das suas vidas.
Não porquê é dia internacional da mulher; sim, pelo fato de ser oito de março, de 2005 – ou seja, um dia qualquer, em que devemos, como todos os outros, nos dedicar a “vidaâ€ÂÂ. Sem feminismo vulgar para vangloriar qualquer ato, ou dizer que sua vulva existe. Temos que aprender a defender a humanidade, em cada parte, sim; porém objetivando o bem do todo, da “massaâ€ÂÂ. Minha revolução não pode refletir somente na minha casta, na minha política.
A minha revolução é a mesma da jovem que esmola no semáforo. Eu sou ela, pois sou brasileira e mais do que isso, sou mais um número, importante tão quanto os demais.
Ainda que baixa, peço desculpas em ficar expondo meus conflitos pessoais assim.
Feliz quarta-feira!