Ciclofaixa e a incrível impunidade brasileira

Foto: Google Images

Após ler o artigo publicado no Blog de minha prima Patrícia, me fez cuspir algumas informações, opiniões própria sobre essa questão da ciclofaixa, até porque no ano passado participei ativamente de um documentário que aborda a mesma temática, mas com enfase em outros aspéctos (Share The Road Movie de Andressa Nozue), são questões que vão além do post da minha prima, para começar, eu não acredito na segregação entre carros e bicicletas por sí só, isso já é um ato falho; covarde, porque você “deseduca” o motorista em relação a respeitar o ciclista, o pedestre; enfim toda e qualquer forma de locomoção a tração humana ou seja, não motorizada, isso sim é um desrespeito ao ambiente que democraticamente ali, é/deveria ser público de comum acordo e uso.

Porém, no Brasil o caso é mais sério, pois existe a lei (art.201 do Código de Trânsito) que define basicamente que os veículos motorizados devem estar a 1,5m de distância do ciclista, conforme esse banner divulga http://migre.me/66hGE e este post de um forum onde explica bem a tal lei http://migre.me/66hJD

Está claro, não ha esse respeito, é uma questão de educar as pessoas no trânsito, respeitar a vida humana em sí é inquestionável.

Aí sim, nem ciclofaixa haveria de existir (por isso digo que sou contra a ciclofaixa no geral, não apenas em Moema), mais é esta a grande questão: O Brasil não tem infraestrutura (falta de espaço neste caso, em SP nem se fala) para prover, cobrar dos motorizados o 1,5m de distância entre tais veículos e ciclistas, mesmo havendo a lei, ela sendo concisa, “não” tem como ser cobrada, aí vem a segregação.

Por isso CET, Governo e afins, criam as ciclofaixas de bunda, uma forma paliativa e subliminar de proteger o ciclista da falta de educação e infraestrutura para respeitar a lei e claro, evitar (encobrir vai, cai melhor nesse raciocínio) eventuais impunidades de um veículo motorizado passar por cima de qualquer forma de transporte a tração humana.

Porque é esse o “único” problema do Brasil; corrupção e ferimentos da Lei há em todo o mundo, em qualquer país, mas aqui você comete um crime, infringe uma lei que seja e fica impune; é uma das fortes características que o Brasil tem a te oferecer (Fora Carnaval, Futebol e outras que se dizem riquezas), afinal, país rico é um país sem pobreza.

É por isso que mal pedalo em São Paulo como forma de transporte, apenas e bem eventualmente como lazer (o que é muito triste por sinal), gostaria de me sentir mais seguro, mas EU, não me sinto, fora a violência urbana (Se um carro não passa por cima de ti, um “faveladinho” cretino te leva a bike), triste né? Viver na defensiva não é vida.

É por isso que com a falta de qualidade dos transportes públicos, a maioria opta pelo carro para deslocar-se entre um ponto e outro, os riscos são menores, mais não inevitáveis.

Que orgulho; este é o país que quer sediar a Copa do Mundo em 2014.

#PedePraSairZeroDois

Este post é um resumo de uma versão mais completa, postada no PautaLivreNews, acesse e confira!

{That’s all Folks}
Marcelo Quiñónez

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2 Responses to Ciclofaixa e a incrível impunidade brasileira

  1. Patry disse:

    Primo, eu não sabia desta lei de distância mínima entre carros e bicicletas. Então a CET fez algo fora da lei. Como pode? COMO? Eu já vi ciclovias em cidades da Europa e lá foi implantado de um jeito bem legal, onde a bicicleta tem seu espaço próprio, sem dividir espaço com carros e/ou pedestres. Em alguns lugares, como Berlim, tem até farol específico para os ciclistas.

    Mas aqui tudo foi feito no improviso. Logo acontece um acidente na ciclofaixa e vai ser feio, pois os ciclistas andam sem proteção alguma. Nada de capacetes e afins.

    Beijos

  2. Pois é, primeiro mundo é primeiro mundo, SEMPRE!

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