
Recebi uma crítica construtiva de que não falei muito do finado intérprete Coringa (não, Jack Nicholson não morreu…) no texto anterior.
O que dizer de um jovem que morreu? Que ele amava a música de The Beatles e de Johann Sebastian Bach e suas duas ex-mulheres (não necessariamente nessa ordem)?
Como se alguém ainda não soubesse, Heath Andrew Ledger era um australiano de 29 anos incompletos que faleceu 11 meses atrás.
Trabalhou em, entre outros, “Duas Mãos”, “10 Coisas que Eu Odeio em Você” (com Julia Stiles), “O Patriota” (como filho de Mel Gibson), “A Última Ceia” (Oscar para Halle Berry), “Coração de Cavaleiro”, “Honra e Coragem” (“The Four Feathers”), “O Devorador de Pecados” (“The Order”), “Os Irmãos Grimm”, “Casanova”, “Os Reis de Dogtown”, “O Segredo de Brokeback Mountain” (eu poderia ser politicamente incorreto aqui, mas não gosto de dançar sobre o túmulo dos outros), “Não Estou Lá” e na mais recente aparição cinematográfica do Morcegão.
Ledger nasceu em Perth, cidade que deu nome ao cruzador da Marinha Real Australiana afundado na II Guerra Mundial (e mencionado em “O Regresso do Rio Kwai”; vocês não acharam que eles iam ficar lá sem ponte nem nada, acharam?), na Austrália Ocidental, em 1979.
Começou como ator no ensino fundamental; mudou-se para Sidney aos 17 para tentar a carreira de ator; em 1996, integra o elenco da série de TV australiana “Sweat” (exibida aqui pelo TeleUno/AXN); seu primeiro papel no cinema foi em uma modesta produção de suspense de 1997, “Blackrock” (nada a ver com “A Conspiração do Silêncio”, de 1955, com Spencer Tracy), passada em Nova Gales do Sul. No mesmo ano, estrela a série “O Amor e a Liberdade” (“Roar”, exibida aqui pela Globo). Em 1998, foi para Hollywood, atingindo a fama e elogios com “10 Coisas que Eu Odeio em Você”
Foi noivo de Michelle Williams (“A Experiência”, “Dawson’s Creek”, “Brokeback Mountain”), com quem teve uma filha.
Dirigiu videoclipes e aspirava a ser diretor de cinema.
Como diria um falecido cirurgião plástico, se você tiver que lembrar-se de alguém que partiu, lembre-se “com um sorriso.”
Venha o que vier, Bat-maníacos, “feliz Natal e boa vontade aos homens…”
“… e mulheres…”
E palhaços!
“Por quê tão sério?” []
One Response to “Junte-se a mim numa lágrima…”