
MEMÓRIA DAS COISAS
De 13 de maio a 01 de outubro
-|Teatro Fábrica São Paulo|-
Introdução: Visão
Por: Marcelo Quiñónez
Sim, Memórias todos nós temos, muitas vezes estagnadas em objetos e não tanto as pessoas; dado pelo grande fato que as pessoas em nossas vidas na grande maioria das vezes elas passam e deixam certas aprendizados, os objetos não; eseles ficam sempre ali, parado, no mesmo lugar – Não quero que me entendam mal, e não ser classificado como um possivel ser materialista.

Pós Introdução
Texto Inicial Por: Julianna Santos
Suave Adaptação Por: Marcelo Quiñóez
A peça se inicia com um personagem de caráter cômico que tem como função organizar, à vista do público, um pouco à maneira de Pirandello, uma representação teatral. Para isso conta investigar a memória de um homem, de aproximadamente cinqüenta anos, que uma noite, ao passar sob o arco de pedra, assustou-se ao sentir eclodir em sua memória personagens de que não se lembrava. Tais personagens se corporificam cenicamente, narram e vivenciam fragmentos de suas lembranças. Inquirido, o homem nega que tais personagens façam parte de sua vida ao mesmo tempo em que vasculha sua própria memória e revela acontecimentos de sua própria existência. Ao final, há uma contraposição dos personagens da memória do homem com os personagens que pertencem ao arco de pedra. É esse o material que o personagem cômico, como um diretor ao vivo, deve organizar e transformar em espetáculo.

A memória que se agrega aos objetos
Um objeto à mais que um objeto. É também os valores simbólicos e lembranças históricas que as pessoas agregam a ele. Um objeto pode também ser um código de acess à memória. É nesse sentido : “ a investigação sobre outros valores que se ocultam nos objetos : “ que o projeto Memória das Coisas se insere.
Idealizado pela Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes, o projeto dispôs-se a investigar marcos (monumentos, construções, ruínas) presentes na cidade de São Paulo e, a partir deles, reconstruir elementos históricos a ele relacionados e construir uma ficção a partir desses elementos. Para efeito da pesquisa, a importância desses marcos não seria dada pela historiografia oficial, mas pelo testemunho humano que tais marcos poderiam representar. Um muro corroado pelo tempo numa rua do Brás, por exemplo, poderia ter mais importância do que um sobrado do Bom Retiro ou um palacete dos barões do café no Ipiranga, se tal muro tivesse sido testemunha de acontecimentos marcantes: greves anarquistas do início do século XX, dos bombardeios do governo federal na revolução paulista de 1924 ou do movimento migratório, por exemplo, e que possibilitasse, a partir daí, o desenvolvimento da matéria ficcional.
A pesquisa, a escolha recaiu sobre o arco de pedra situado na Avenida Tiradentes, em São Paulo. É um estranho e imponente objeto que parece deslocado entre as modernas arquiteturas do metrô Tiradentes e instalações bancárias.

O arco foi o pórtico de entrada do antigo presádio Tiradentes, construído em 1852 com o nome de Casa de Correção de São Paulo, a edificação destinada primeiramente à detenção de escravos abrigou presos políticos e presos comuns até sua demolção no início da década de 1970, restante apenas o referido arco de pedra. Ali estiveram presos famosos como Gino Meneghetti, Caio Prado Junior, Monteiro Lobato além de inúmeros detidos pela polícia política na Época da guerrilha urbana do final dos anos 1960 e começo dos anos 1970.
Dado a complexidade e extensão de material histórico que o arco de pedra indicava resolveu-se restringir, por um lado, a ação dramática a um curto período, pouco antes da demolição do presádio. Por outro lado, não houve interesse num levantamento histórico dos acontecimentos da Época e sim aproveitar personagens baseados na dura realidade do ambiente prisional para a discussão da importância da memória.

Neste trabalho o grupo aprofunda radicalmente o aprimoramento de alguns elementos já buscados em outras montagens como a narrativa Épica, a quebra da quarta parede e o uso cênico do espacial. A montagem inclui o público naquilo que chamamos de espaço absoluto, onde atores, cenografia e platéia se misturam formando um grande corpo celebrativo.
-|Ficha Técnica|-
Elenco: Aiman Hammoud; Edgar Campos; Mirtes Nogueira e Luti Angelelli
Direção: Ednaldo Freire
Autor: LuÃÂÂs Alberto de Abreu
Cenário, figurinos e adereços: Luiz Augusto dos Santos e Fábio Lusvarghi
Trilha Original: Kalau
Preparação Corporal: Vivien Buckup
Preparação Vocal: Carlos Zimbher
-|Serviço|-
Memórias das Coisas
De 13 de maio a 01 de OutubroAos sábados: 19h
Aos domingos: 18hDuração: 100 Minutos
Indicação: 14 anosIngresso: R$ 20,00 (R$ 10,00 meia-entrada para estudantes, idosos).Teatro Fábrica São Paulo Subsolo
100 lugares
Rua da Consolação 1.623
Estacionamento conveniado R$8,00
Reservas e informações: Tel.: 3255-5922 ou
pelo site www.fabricasaopaulo.com.br
Assessoria de Imprensa: Julianna Santos
(11) 3214-0339/9100-2540
julianna.santos@ig.com.br
{That’s All Folks}
FoXMuLD3R-|26/06/2006|
Um abraço,
Alexandre Corrêa.